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As preguiças têm uma estratégia de sobrevivência excepcional, consumindo o mínimo de energia possível. E, na verdade, são animais que se podem revelar num excelente modelo para os seres humanos. Saiba como, de acordo com o Inhabitat.
Adaptação ao meio
As preguiças são animais que passam toda a sua vida no cimo das árvores. Na verdade, elas nem conseguem ficar de pé no chão, porque as suas mãos e os seus pés são cabides. O corpo das preguiças foi concebido para uma única posição: ficar de cabeça para baixo, pendurado num ramo de árvore horizontal. É por isso que elas resistem a forças de tensão e não de compressão.
A preguiça alimenta-se de folhas, que são abundantes e fáceis de encontrar, mas difíceis de digerir e fonte de pouca energia e nutrição. A solução que dispõe é um estômago de digestão lenta, com múltiplos compartimentos, à semelhança do da vaca, repleto de bactérias digestivas.
Além de um metabolismo lento, as preguiças têm uma temperatura corporal mais baixa do que a maioria dos mamíferos. Na verdade, mesmo vivendo em florestas tropicais húmidas e quentes, elas têm de trabalhar para se manterem aquecidas – apanham o máximo de sol possível, dormem enroladas para conservarem o calor e abrigam-se num casaco de pele denso.
Viver em colaboração
A preguiça usa uma outra estratégia de poupança de energia brilhante: a colaboração. Existe todo um ecossistema na sua pele que abriga borboletas, besouros, baratas, fungos e até algas. Já aconteceu serem encontrados 950 besouros numa única preguiça. Todas estas criaturas trabalham em conjunto, trocando nutrientes, energia e alojamento gratuito.
Cada pêlo da preguiça tem uma ranhura especial que absorve água, como uma esponja – e certas algas adoram isso. Elas multiplicam-se na época das chuvas, dando à preguiça um tom esverdeado e camuflando-a de predadores. Lambendo essas algas, a preguiça consegue ainda obter uma fonte de nutrientes adicional, ao mesmo tempo que a pele também os absorve. As algas são passadas da progenitora para a cria, sendo que cada espécie de algas só pode ser encontrada numa única população de preguiças.
A maioria dos organismos vivos que vivem em simbiose com as preguiças tem vindo a evoluir ao mesmo tempo que elas, durante 20 milhões de anos. A borboleta da preguiça, por exemplo, só deposita os seus ovos nos excrementos deste animal – e de nenhum outro.
Quando os organismos cooperam uns com os outros, todos ganham. Este é um bom ensinamento que este mamífero nos deixa e que pode ser introduzido no ecossistema industrial humano, por exemplo. O lixo de umas espécies pode ser o alimento de outras, ajudando a reduzir o uso de matérias-primas, a poluição e os resíduos.
Foto: Sob licença Creative Commons
in: Green Savers
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